A Polícia Federal (PF) realizou ontem duas operações de combate a fraudes bancárias na Internet. Os alvos foram quadrilhas do Rio Grande do Sul, Pará e Goiás. A estimativa é que os criminosos tenham desviado mais de R$ 20 milhões de dois anos para cá. Mas, o número pode ser maior. De um total de 38 mandados de prisão preventiva, 21 foram cumpridos ontem, segundo o delegado Carlos Eduardo Sobral, chefe de Repressão a crimes cibernéticos. Também foram emitidos 49 mandados de busca e apreensão.
Na operação do Rio Grande do Sul, chamada de Dedicado, foram 10 prisões, além da apreensão de nove veículos, entre os quais um Porsche, um jet ski, uma minimoto, uma pistola e produtos eletrônicos.
As investigações começaram em abril do ano passado. A quadrilha, que atuava há mais de 10 anos, invadia contas para sacar valores por meio de transferência a “laranjas”, pagava boletos bancários e tributos, especialmente IPVA, além de comprar mercadorias, como material de construção.
No Pará, a Operação Online apurou que os criminosos pagavam boletos com valores em torno de R$ 15 mil, além de “lavar dinheiro” com empresas de venda de cimento em Marabá.
Foram 11 detenções, além da apreensão de cinco veículos, computadores e televisores. As investigações fazem parte do Projeto Tentáculos da PF, uma parceria entre a Caixa Econômica Federal (CEF) e o Ministério Público Federal (MPF).
Os investigados responderão pelos crimes de furto qualificado, estelionato, formação de quadrilha e interceptação telemática criminosa. Somadas, as penas podem ultrapassar 25 anos de reclusão. (das agências de notícias)
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As empresas de fachada a serviço do grupo eram usadas para emitir boletos sem a devida contrapartida em relação à prestação de serviços ou venda de produtos, para que fossem quitados usando valores desviados das contas invadidas.
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