BCs de vários países compraram, juntos, 148 toneladas do metal entre julho e setembro, segundo relatório do WGC (Conselho Mundial do Ouro), divulgado ontem.É o maior volume registrado desde 1988, quando as instituições compraram 180 toneladas. No segundo trimestre deste ano, as compras foram de 69 toneladas e, há um ano, somaram 21 toneladas.
Os maiores compradores foram Rússia, Bolívia e Tailândia. Os dados referem-se a compras líquidas, ou seja, já descontadas eventuais vendas por alguns BCs.
Segundo José Luiz Rossi Júnior, professor e pesquisador do Insper, a escolha dos bancos centrais por aplicar em ouro reflete uma busca pela redução do risco e por alta liquidez, ou seja, facilidade na venda do ativo financeiro.
"Os títulos de dívida da Europa e dos EUA eram os prediletos pela maioria dos BCs para compor suas reservas. Mas se percebeu que existe risco no que era considerado como risco zero", afirma.
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