
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, negou na noite de segunda-feira ter recebido dinheiro do ex-ditador da Líbia, Muamar Kadafi, para a sua campanha eleitoral em 2007, informou nesta terça-feira a rede CNN. Sarkozy disse que o filho do ditador, Saif al-Islam, que espalhou o boato, é “conhecido por falar bobagens” e o desafiou a provar as doações.
“Essas acusações são grotescas”, disse o atual presidente e favorito nas pesquisas de opinião sobre as eleições presidenciais francesas, marcadas para 22 de abril. A poucas semanas do pleito, circulam na internet as acusações de Saif de março de 2011, pouco antes da intervenção da Otan na Líbia, liderada pela França, que culminou com a morte de Muamar Kadafi e a queda do regime. “Sarkozy deveria devolver o dinheiro que aceitou da Líbia para financiar sua campanha eleitoral. Fomos nós que financiamos a sua campanha, e temos a prova disso”, disse Saif al-Islam na época.
“Eu lamento que um canal grande como o TF1 esteja usando informações de documentos de Kadafi e seu filho”, afirmou o presidente ao canal francês TF1 em uma entrevista na noite de segunda-feira. “Quando alguém cita Kadafi, que está morto, ou seu filho, que enfrenta um julgamento, a credibilidade é zero. E quando você levanta as acusações deles com essas perguntas que você está fazendo, você degrada o debate político”, disse Sarkozy ao entrevistador.
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