O governo britânico acusou a Argentina nesta quarta-feira de recorrer à "política do confronto" em relação às ilhas Malvinas, depois que seu Executivo incitou empresas argentinas e multinacionais a não importar produtos da Grã-Bretanha. Um porta-voz do primeiro-ministro britânico, David Cameron, considerou nesta quarta-feira "contraproducente" a medida adotada pelo governo de Cristina Kirchner, que propôs a cerca de 20 empresas que importam produtos da Grã-Bretanha que os substituam por artigos de outra procedência.
A decisão argentina coincide com um aumento da tensão entre os dois países pela presença do príncipe William nas ilhas e o envio de uma embarcação de guerra da Grã-Bretanha ao Atlântico Sul. Segundo fontes da agência argentina Télam, o pedido foi feito pela ministra de Indústria, Débora Giorgi, pois a Argentina - que reivindica a soberania das ilhas - quer estabelecer políticas que privilegiem os vínculos comerciais com os países que respeitam a integridade territorial e suas reivindicações de soberania.
O porta-voz de Cameron afirmou que é "muito triste" que a Argentina continue com sua política de confronto, em vez de cooperação - e considerou que essa postura é "uma má interpretação" da determinação britânica sobre o assunto. "A Grã-Bretanha é também um dos principais investidores da Argentina, e nós importamos produtos argentinos. Não é favorável aos interesses econômicos do país estabelecer barreiras desse tipo."
A tensão entre as duas nações acontece às vésperas do 30º aniversário da guerra travada entre ambos os países pela soberania das ilhas, que deixou cerca de 900 mortos. No último sábado, a Argentina negou a entrada no porto de Ushuaia, a cidade mais austral do planeta, de dois cruzeiros britânicos procedentes das ilhas Malvinas, uma postura que o Executivo britânico
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