As Malvinas estão mais bem defendidas hoje pela Grã-Bretanha do que em 1982, quando as tropas da ditadura argentina invadiram o arquipélago desencadeando uma curta massangrenta guerra entre os dois países. A análise é de um consultor do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS).
"Militarmente, as ilhas estão mais bem defendidas e significará certamente um maior desafio para a Argentina tomá-las", afirmou Christian Le Mière, especialista em forças navais, durante a apresentação à imprensa do balanço estratégico anual do IISS.
Em 2 de abril de 1982, quando as tropas do regime do general argentino Leopoldo Galtieri invadiram as Falkland (nome inglês), a Grã-Bretanha tinha apenas um pequeno contingente de Royal Marines. Trinta anos depois, Londres tem cerca de mil soldados mobilizados nas ilhas e pelo menos três embarcações no Atlântico Sul, disse o especialista.
Tensão - A observação do analista é divulgada em meio à nova escalada de tensão entre os dois países pela soberania das ilhas. A Argentina pediu que produtos importados da Grã-Bretanha fossem substituídos e bloqueou o acesso de dois cruzeiros britânicos ao porto de Ushuaia. A Grã-Bretanha, por sua vez, enviou para as Falkland o príncipe William em missão militar e considerou 'contraproducente' a medida argentina em relação à importação.
Christian Le Mière não descartou, no entanto, que uma campanha argentina bem coordenada para se apoderar das ilhas pudesse ser bem-sucedida - em meio, sem dúvida, a grandes desafios de logística e estratégia.
Christian Le Mière não descartou, no entanto, que uma campanha argentina bem coordenada para se apoderar das ilhas pudesse ser bem-sucedida - em meio, sem dúvida, a grandes desafios de logística e estratégia.
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