terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

ONU: direitos humanos exigem cessar-fogo imediato

O Conselho dos Direitos Humanos da ONU durante o debate emergencial para discutir a questão da Síria nesta terça-feira

A Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, exigiu nesta terça-feira no Conselho dos Direitos Humanos da ONU um "cessar-fogo humanitário imediato" na Síria para acabar com a violência e permitir ajuda à população.
"Apesar das dificuldades de determinar com precisão o número de vítimas, no dia 15 de fevereiro de 2012 o governo nos entregou os próprios números de 2.493 civis e 1.345 soldados e policiais mortos entre 15 de março de 2011 e 18 de janeiro de 2012", afirmou Pillay. A comissária completou, no entanto, que segundo as informações que recebeu, "o número efetivo de vítimas pode superar estas cifras" - fala-se em mais de 9.400 mortes.
Em 13 de fevereiro, Navi Pillay havia denunciado a situação na Síria na Assembleia Geral da ONU em Nova York. "Desde então, meu escritório recebeu informações inquietantes sobre uma rápida deterioração dos direitos humanos e da situação humanitária", disse a alta comissária. "Notícias recentes indicam ainda que o Exército sírio e as forças de segurança iniciaram grandes campanhas de detenções, com a prisão arbitrária de milhares de manifestantes".
O Conselho dos Direitos Humanos da ONU debate a crise humanitária na Síria a partir de um projeto de resolução - proposto por Turquia, Qatar, Kuwait e Arábia Saudita - que pede ao regime de Bashar Assad a autorização para um acesso "sem obstáculos" da ONU e das agências humanitárias para ajudar a população, em particular na cidade de Homs, bastião dos opositores do regime.

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