quinta-feira, 19 de abril de 2012

Pyongyang ameaça Seul por 'difamar' centenário de líder

Lee Myung-bak, presidente sul-coreano, disse que lançamento de foguete custou 850 milhões de dólares

A Coreia do Norte exigiu nesta quinta-feira que a Coreia do Sul se desculpe por 'difamar' as recentes celebrações do centenário do nascimento de Kim Il-sung, fundador do país comunista, e ameaçou promover uma 'guerra santa' se isso não acontecer. Em um texto publicado pela agência estatal KCNA, a Coreia do Norte disse que Seul 'insultou a sua dignidade' durante as celebrações do centenário do 'presidente eterno', a data mais importante da história recente do país.
Pyongyang, com a retórica bélica que utiliza habitualmente para referir-se a Seul, acusou o governo de Lee Myung-bak de publicar 'números inventados' sobre os custos da celebração do centenário 'a fim de deteriorar a imagem da Coreia do Norte e prejudicar sua unidade interna'.
Declarações - O presidente Lee assegurou na semana passada que o fracassado lançamento de um foguete pelo regime norte-coreano custou 850 milhões de dólares, quantia com a qual seria possível comprar 2,5 milhões de toneladas de milho para alimentar a população do empobrecido país comunista durante seis anos. Após o lançamento do foguete, os Estados Unidos cancelaram o envio de ajuda alimentícia ao país.
Além disso, estimou que as despesas em propaganda da Coreia do Norte por ocasião do centenário de seu fundador e na remodelação do principal hotel de sua capital chegaram a 350 milhões de dólares, montante com o qual poderia alimentar durante 100 dias os 24 milhões de habitantes do país.
Como resposta, Pyongyang acusou Seul de empregar os impostos dos sul-coreanos para financiar a presença das tropas 'imperialistas' dos Estados Unidos no país e de ter construído uma 'sociedade individualista e corrupta'.

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