
"Os Estados Unidos estão certos de que, no século XXI, as divisões entre as nações não serão baseadas em norte e sul, leste e oeste, diferenças religiosas ou qualquer outra categoria, mas dependerá da abertura de seus governos", disse a chefe da diplomacia americana, Hillary Clinton. A secretária de Estado participou nesta terça-feira em Brasília da Open Government Partnership (OGP), ou Parceria do Governo Aberto. Lançada em setembro passado nos Estados Unidos, ela é um esforço conjunto na luta contra a corrupção e na promoção de transparência na gestão pública. O Brasil e os Estados Unidos lideram a iniciativa.
Hillary ressaltou em seu discurso que países com governos abertos têm economias abertas e sociedades abertas - ou seja, mais prósperas, seguras, saudáveis e pacíficas. Já os governos que "se escondem" da visibilidade pública e que ignoram as aspirações de seu povo de liberdade vão encontrar cada vez mais dificuldade de manter a paz e a segurança. Para ela, a corrupção "mata o potencial de um país, drena recursos e protege pessoas desonestas".
Parceria - A secretária de Estado americana também trocou afagos com Dilma Rousseff. Hillary afirmou que a presidente brasileira está estabelecendo um "padrão mundial" na questão de transparência e luta contra a corrupção. "Não há um parceiro melhor para iniciar esse esforço do que o Brasil e, particularmente, a presidente Rousseff. O compromisso dela com abertura, transparência, sua luta contra a corrupção está estabelecendo um padrão mundial", disse Hillary.
Para o ministro-chefe da Controladoria-Geral da União, Jorge Hage, "todos se deram conta de que, quanto maior a abertura de informações ao escrutínio público, maior será a eficiência dos serviços públicos". "Não há melhor desinfetante que a luz do sol", disse Hage, que também discursou no evento.
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