quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Kim Jong-Il reivindicou ao regime lealdade a seu filho

Kim Jong-il com o filho mais novo e sucessor Kim Jong-Un em 2010

O ditador norte-coreano Kim Jong-Il pediu explicitamente às autoridades do regime, dois meses antes de sua morte em 17 de dezembro, respeito e lealdade para seu filho mais novo e sucessor, Kim Jong-un, informou nesta quarta-feira o principal jornal do país comunista, Rodong Sinmun. Segundo a publicação estatal, em 8 de outubro o líder solicitou às elites norte-coreanas que apoiassem seu filho e se unissem em torno do Partido dos Trabalhadores.
Rodong Sinmun também publicou nesta quarta elogios que Kim Jong-Il teria feito ao filho, ao qual teria definido como um homem com múltiplos talentos, muito versado em assuntos militares e com capacidade de liderança.
O sucessor, cuja idade é estimada em torno dos 28 anos e está se consolidando como líder máximo da Coreia do Norte, foi nomeado "comandante supremo" das Forças Armadas do regime no final do mês passado após a morte de seu pai, que governou o país durante 17 anos. 
Além do pai, Kim Jong-un recebeu o apoio de seu irmão mais velho, Kim Jong-nam, que disse estar disposto a cooperar com ele, 'mas apenas se ele quiser'. "Eu gostaria de ajudá-lo enquanto estou no exterior", afirmou nesta quarta-feira Kim Jong-nam, de acordo com o jornal sul-coreano Chosun Ilbo. A publicação antecipou trechos do livro My Father, Kim Jong Il, and I: Kim Jong Nam's Exclusive Confession ("Meu pai, Kim Jong-Il, e eu: confissão exclusiva de Kim Jong-nam", em tradução livre), que chegará às livrarias japonesas nesta semana.
O livro compila 7h de conversas e mais de 100 e-mails trocados entre Kim Jong-nam e  um jornalista japonês ao longo dos últimos sete anos, durante os quais o filho mais velho do líder morto mostrou suas dúvidas sobre o regime. "Internamente é extremamente instável", disse Kim, que não vive na Coreia do Norte desde 2001, quando perdeu a ajuda de seu pai ao tentar entrar no Japão com um passaporte falso. Apesar de ter oferecido apoio ao irmão, Kim Jong-nam disse na última terça-feira, em entrevista ao jornal Tokyo Shimbun, que duvida da capacidade do irmão de governar o país e afirmou que a sucessão norte-coreana é uma piada.
Para os analistas sul-coreanos, o texto publicado no Rodong Sinmun é um novo movimento na campanha propagandística do regime da Coreia do Norte para consolidar o jovem Kim Jong-un no poder e garantir assim a estabilidade no país. 
Coreias - A morte de Kim Jong-Il semeou dúvidas sobre a estabilidade do regime em seu vizinho do Sul, que mantém uma postura de defesa 'sem fissuras' para evitar uma provocação da Coreia do Norte, segundo indicou nesta quarta o presidente sul-coreano, Lee Myung-bak. "A Coreia do Norte mostra uma atitude muito beligerante", indicou Lee às tropas durante uma visita a uma divisão de infantaria perto da fronteira com o país comunista.
Desde a morte de Kim, o Exército sul-coreano intensificou sua preparação para eventuais provocações do regime norte-coreano, como um teste nuclear ou de mísseis, durante o processo de consolidação da liderança de Kim Jong-un.
(Com agência EFE)

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